"A Noite dos Visitantes", de Peter Weiss
Esta peça popular, escrita em verso e traduzida – na verdade, uma versão – por Mário Barradas nos anos setenta, é uma parábola. Esse é um motivo de interesse maior: praticar uma estética que se opõe à literalidade, desde logo nas falas, à cópia naturalista do real, gerando na comparação, através de um desvio narrativo (uma analogia) o que é o termo da comparação. Fazê-lo entre referências ao kabuki, ao teatro de guignol, ao circo e ao trabalho clownesco, mais nos afasta desta peste contemporânea que é a representação em registo de novela, afundada na irrelevância sobrevalorizada e na psicologia culinária, mole e destituída de potência de ignição enérgica para o jogo dos actores, de energia motivadora de atenção. É no “entre”, na relação cena/sala, que tudo se passa (...).
Mais informações sobre este espetáculo em: https://teatrodarainha.pt/eventos/a-noite-dos-visitantes-de-peter-weiss-2
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