Na Casa
Quando sobem ao palco, há duas cadeiras na cena e duas estantes que hão-de pastorear um rebanho breve de algumas palavras e outras canções. Em bastidores, pedem aos deuses que o encontro pareça breve. Que seja transportável, com gás, capaz de caber na memória de cada espectador, e convocável por ele, de vez em quando, com prazer. Que seja solar. Que a erva seja tenra. Que o regato corra feliz para um sítio íntimo qualquer que houver dentro de cada um de nós. Duas cadeiras, duas estantes, dois corpos, duas vozes. E é só. O encontro quer-se coisa íntima ou intimista, onde as canções comunicam com os textos poéticos, ora respondendo a pensamentos ou emoções que são declarados na voz falada da poesia que os entoou, ou cantados nas canções que os embalaram em berços melódicos. Que se provoquem e comentem. Que respondam a concretos sinais. Que sirvam para despedidas acenadas. Que sejam sinais que cheguem a locais para onde a imaginação concorre ou a emoção da memória distendida permite convocar. Canções e poemas na primeira pessoa. Em diálogo descontraído. Em viagem.
Canções, voz e viola: João Lóio | Textos poéticos e voz: António Durães | Som e luz: Francisco Alves | Fotografias: Marta Silva | Produção: Regina Castro
Organização e Informações:
Teatro da Rainha
Telefone: 966 186 871/ 262 823 302
Email: comunicacao@teatrodarainha.pt