Diga 33 - Poesia No Teatro: O abjeccionismo de Pedro Oom, por Maria de Fátima Marino
Se estivesse vivo, Pedro Oom teria completado 100 anos no próximo dia 24 de junho. Costuma dizer-se, a brincar e a sério, que morreu de felicidade a 26 de abril de 1974.
A sua obra literária ficou dispersa, tendo sido reunida no volume Actuação Escrita 1 (& etc., 1980). Como tantos dos nossos surrealistas, Oom começou por estar ligado ao neorrealismo, mas acabou por se tornar o “inventor” do abjeccionismo: “Que pode fazer um homem desesperado, quando o ar é um vómito e nós somos seres abjetos?”
Sobre ele e a sua obra, vamos ouvir Maria de Fátima Marinho, professora catedrática aposentada da Universidade do Porto, que se doutorou com uma tese sobre o Surrealismo em Portugal. É autora de vários livros, entre os quais se destacam: Herberto Helder, a Obra e o Homem (1982), O Surrealismo em Portugal (1987) e A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e Continuidade (1989).
No decorrer da sessão, serão lidos vários textos deste poeta, para quem a ironia, o humor, o escárnio e o maldizer eram armas contra a opressão.
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Teatro da Rainha
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